Por Que Somos Regenerados?

POR JOSE TIAGO
INTRODUÇÃO
O ASSUNTO DA REGENERAÇÃO TRAZ A NECESSIDADE DE ENTENDERMOS A NOSSA POSIÇÃO EM RELAÇÃO A DEUS; O PECADO ORIGINAL TROUXE AO HOMEM CONSEQUÊNCIAS À SUA NATUREZA; SOMOS PERANTE O SENHOR PECADORES, E COM ISSO NECESSITADOS DE UMA MUDANÇA; ESSA TRANSFORMAÇÃO, SEGUNDO A NARRATIVA BÍBLICA É CHAMADA DE MORTE ESPIRITUAL PARA VIDA ESPIRITUAL (CF.EFÉSIOS 2.1). A REGENERAÇÃO É MANIFESTADA COMO UM ATO EXCLUSIVO DE DEUS, QUANDO O PECADOR É TRAZIDO DO ESTADO DE MORTE ESPIRITUAL PARA UM ESTADO DE VIDA ESPIRITUAL. ESSA IMPLANTAÇÃO DE UMA NOVA VIDA ESPIRITUAL NO PECADOR É OCORRIDA UNICAMENTE QUANDO DEUS ENVOLVE SUA VONTADE DE SALVAR O PECADOR DA CONDENAÇÃO DOS SEUS PECADOS.

A REGENERAÇÃO INCLUI VONTADE DIVINA
A PALAVRA REGENERAÇÃO INCLUI O SENTIDO DE PASSIVIDADE DO HOMEM EM RELAÇÃO AO SEU ESTADO DE SALVAÇÃO. O PECADOR NÃO É ATIVO EM RELAÇÃO À INFLUÊNCIA DA REGENERAÇÃO QUANDO O ESPÍRITO SANTO APLICA A REDENÇÃO. ENTENDE-SE ATIVO AQUELE ATO PELO QUAL PODEMOS TER MÉRITOS. O PECADOR NÃO TEM MERECIMENTO DE SER REGENERADO; ELE É REGENERADO, NÃO POR SUA VONTADE, MAIS POR VONTADE DIVINA. QUANDO O SENHOR CHAMA O PECADOR AO ARREPENDIMENTO, OU SEJA, QUANDO ELE VOLTA PARA DEUS, SUA MENTE É TRANSFORMADA, E EM SEGUIDA ELE É CONVERTIDO. AQUELA FÉ QUE RESPONDE AO CHAMADO É DESCRITA COMO UM DOM DADO POR DEUS EXCLUSIVAMENTE PARA SALVÁ-LO (EFÉSIOS 2.8,9). INCLUA-SE NISSO A NOÇÃO DE QUE DEUS REGENERA O PECADOR POR LIVRE VONTADE; O PECADOR NÃO TEM COMO PEDIR, OU SEJA, CLAMAR PARA SER REGENERADO, POIS O MESMO NÃO TEM COMPREENSÃO DE TAMANHO SIGNIFICADO (CF. JOÃO 3.4,5; 1ª CORÍNTIOS 2.14-16). NÃO É ERRADO AFIRMARMOS QUE A REGENERAÇÃO É UM ATO DO PODER DE DEUS EM HARMONIA COM À SUA VONTADE.

A REGENERAÇÃO É UMA NOVA VIDA, NOVO NASCIMENTO
ESSE ATO DA VONTADE DE DIVINA INCLUI NO PECADOR NOVAS CONCEPÇÕES SOBRE DEUS, CRISTO, O PECADO, A SANTIDADE, O MUNDO, O EVANGELHO E A NOVA VIDA NOS CÉUS. AQUILO QUE FOI REVELADO PELO ESPÍRITO SANTO PELO O EVANGELHO AO PECADOR, AGORA É CRIDO, ADMIRADO E REVELADO COMO NECESSÁRIOS PARA A SALVAÇÃO. ESSA ADMIRAÇÃO POR TAIS TEMAS É FRUTO DE TODA A CONVERSÃO QUE O PECADOR PASSA NESSE PROCESSO REGENERATIVO. A REGENERAÇÃO ESTÁ LIGADA A OUTRA FORMA DE EXPRESSÃO BÍBLICA, COMO POR EXEMPLO, ‘CORAÇÃO’. NA ESCRITURA, ELE É CHAMADO COMO AQUILO QUE PENSA, SENTE, DESEJA E AGE. O NOVO CORAÇÃO É TRATADO PELO CONTEXTO BÍBLICO COMO UMA NOVA NATUREZA. UM CORAÇÃO DE PEDRA TRANSFORMANDO-SE EM UM CORAÇÃO DE CARNE, ISSO É DESCRITO PELO PROFETA EZEQUIEL COMO UMA TRANSFORMAÇÃO INTERNA E EXCLUSIVA POR DEUS (CF. EZEQUIEL 11.19; 36.26). NAS PALAVRAS DE BAVINCK A REGENERAÇÃO PODE SER DESCRITA COMO ‘TRANSFORMAÇÃO QUE COMEÇA NA CONSCIÊNCIA HUMANA COMO RESULTADO DA ACEITAÇÃO CONFIANTE DO EVANGELHO E PELA QUAL O CRENTE É ALIVIADO DE TODO SENTIMENTO DE CULPA E MEDO E REPLETO DE CONFORTO, PAZ E ALEGRIA

A REGENERAÇÃO REQUER UMA DISTINÇÃO ENTRE A ATIVIDADE DE DEUS PELA QUAL REGENERA E O FRUTO DESSA ATIVIDADE NA PESSOA QUE ESTÁ SENDO REGENERADA. A REGENERAÇÃO, NO SENTIDO ATIVO, NA PESSOA DE DEUS, É APENAS UMA DESCRIÇÃO DO CHAMADO EFICAZ DE DEUS AO PECADOR PARA A SALVAÇÃO. NO SENTIDO PASSIVO É A MESMA QUE EXISTE ENTRE O FALAR DO PAI E NOSSO APRENDIZADO A PARTIR D’ELE (JOÃO 6.45), ENTRE A CONDUÇÃO DO PAI E NOSSA AÇÃO DE SEGUI-LO (JOÃO 6.44), ENTRE A CONCESSÃO FEITA PELO PAI E NOSSA ACEITAÇÃO (JOÃO 6.65), ENTRE O OFERECIMENTO EFICAZ E NOSSA ACEITAÇÃO PASSIVA DA SALVAÇÃO, ENTRE A SEMEADURA E AQUILO QUE É SEMEADO.

ASSUNTO: O OFÍCIO DE PRESBÍTERO.

TEXTOS: ATOS 14.23; 20.17; TITO 1.5.
TEMA: A IMPORTÂNCIA DO OFÍCIO DE PRESBÍTERO NA IGREJA ATUAL

OBJETIVO: ESCLARECER O CONCEITO BÍBLICO DE PRESBÍTERO E SUA IMPORTÂNCIA PARA A IGREJA ATUAL.

INTRODUÇÃO
EM TODAS AS IGREJAS, QUE O APÓSTOLO PAULO FUNDOU, O MESMO A ORIENTOU A ELEIÇÃO DE PRESBÍTEROS, A FIM DE PASTOREAR, SUPERVISIONAR O REBANHO DO SENHOR JESUS CRISTO, AO QUAL ESTAVA SENDO EVANGELIZADO E DOUTRINADO PELOS ENSINOS DO EVANGELHO DO REINO DE DEUS. NA PASSAGEM DE ATOS 14.23 LEMOS A COMPROVAÇÃO DE QUE PAULO PROMOVIA “A ELEIÇÃO DE PRESBÍTEROS”. NA CARTA A TITO, O APÓSTOLO ESCLARECE QUE “EU O DEIXEI NA ILHA DE CRETA PARA VOCÊS PUSESSE EM ORDEM O QUE AINDA FALTAVA FAZER E PARA NOMEAR EM CADA CIDADE OS PRESBÍTEROS DAS IGREJAS”. ESSA ORDEM, CONFORME O TEXTO ERA O PAPEL DE SUPERVISIONAR COM QUE PAULO APRESENTAVA A IGREJA LOCAL O PAPEL DE CADA PRESBÍTERO ALI ESCOLHIDO. EM ÉFESO, ELE NOS INFORMA QUE NAQUELA IGREJA HAVIA PRESBÍTEROS “EM MILETO PAULO MANDOU CHAMAR OS PRESBÍTEROS DA IGREJA DE ÉFESO PARA SE ENCONTRAREM COM ELE” (ATOS 20.17).

CONSIDERANDO A IMPORTÂNCIA DO OFÍCIO DE PRESBÍTEROS, NO MINISTÉRIO APOSTÓLICO, PRECISAMOS AGORA, MEDIANTE O ASSUNTO, DEFINIR O QUE SEJA DE FATO UM PRESBÍTERO, NOS ESCRITOS DO APÓSTOLO PAULO. SERÁ NECESSÁRIO COMPREENDERMOS TRÊS TERMOS QUE O APÓSTOLO SE UTILIZA, PARA QUE ASSIM, POSSAMOS RELACIONARMOS, COM O SENTIDO DA PALAVRA PRESBÍTERO, PARA QUE ASSIM, LEVAMOS A IMPORTÂNCIA DO OFÍCIO DE PRESBÍTERO, COMO UM CONCEITO BÍBLICO, PARA A IGREJA ATUAL.

DEFINIÇÃO DE TERMOS
QUAIS OS TERMOS QUE PAULO UTILIZA EM SUAS CARTAS PARA O SENTIDO DE PRESBÍTEROS?

1. EPISCOPOS. ESSA PALAVRA SIGNIFICA “SUPERVISOR”; TEM O SENTIDO DE ALGUÉM QUE, “POR CIMA DE”, OLHA E VIGIA. QUANDO ESSA PALAVRA É RELACIONADA NO NOVO TESTAMENTO E DIRECIONADA AO LÍDER DA IGREJA, PAULO A UTILIZA EM SUAS CARTAS 4 DAS 5 VEZES QUE A MESMA A APARECE NO NOVO TESTAMENTO (CF. 1ª TIMÓTEO 3.2; TITO 1.7; ATOS 20.28; FILIPENSES 1.1). APENAS NA PRIMEIRA CARTA DE PEDRO 2.25 É QUE PODEMOS ENCONTRAR ESSA PALAVRA FORA DAS CARTAS PAULINAS. PORTANTO, AMBOS APÓSTOLOS, AS UTILIZAM PARA APRESENTAR A TAREFA DO PRESBÍTERO COMO UM SUPERVISOR DO REBANHO.

2. PASTOR. ESSA PALAVRA APARECE NO NOVO TESTAMENTO 18 VEZES, SENDO QUE 17 SÃO REFERÊNCIAS A JESUS COMO PASTOR. A ÚNICA VEZ QUE ESSA PALAVRA É UTILIZADA POR PAULO É EM EFÉSIOS 4.11 “E ELE MESMO CONCEDEU UNS PARA APÓSTOLOS OUTROS PARA PROFETAS, OUTROS PARA EVANGELISTAS E OUTROS PARA PASTORES E MESTRES”. EM TODAS AS OUTRAS 17 REFERÊNCIAS, A PALAVRA PASTOR É REFERIDA A JESUS CRISTO (CF. JOÃO 10).

PODEMOS AFIRMAR QUE EXISTA ALGUÉM NO NOVO TESTAMENTO, É CERTO O SENHOR JESUS CRISTO, QUE SEJA CHAMADO DE PASTOR? NÃO. TEMOS APENAS O MINISTÉRIO PASTORAL MENCIONADO EM EFÉSIOS 4.11. ISSO NOS LEVA A COMPREENDER ALGO IMPORTANTE, EM RELAÇÃO AO MINISTÉRIO PASTORAL. PRIMEIRO NÃO PODEMOS CONCLUIR QUE O MINISTÉRIO PASTORAL SEJA CONTRÁRIO AS ESCRITURAS, PELO O FATO DE VERMOS TAL MINISTÉRIO NO ANTIGO TESTAMENTO (CF. JEREMIAS 23). SEGUNDO, A ÊNFASE DADA, PELOS ESCRITOS APOSTÓLICOS, É QUE O PASTOREIO RECAI SOBRE OS PRESBÍTEROS. ESSES FORAM ENSINADOS A PASTOREAR O REBANHO DO SENHOR, POR EXEMPLO, LEIAMOS ATOS 20.28-30:

“CUIDAI POIS DE VÓS MESMOS E DE TODO O REBANHO SOBRE O QUAL O ESPÍRITO SANTO VOS CONSTITUI BISPO (SUPEVISOR) PARA PASTOREARDES (CUIDAR) A IGREJA DE DEUS, QUE ELE ADQUIRIU COM SEU PRÓPRIO SANGUE. EU SEI QUE DEPOIS DA MINHA PARTIDA ENTRARÃO NO MEIO DE VÓS LOBOS CRUÉIS QUE NÃO POUPARÃO REBANHO, E QUE DENTRE VÓS MESMOS SE LEVANTARÃO HOMENS, FALANDO COISAS PERVERSAS PARA ATRAIR OS DISCÍPULOS APÓS SI”

PORTANTO, CONCLUÍMOS, POR MEIO DESSES TEXTOS, EFÉSIOS 4.11, ATOS 20.28-30, QUE OS PRESBÍTEROS EXERCEM A FUNÇÃO DE PASTOR NA IGREJA LOCAL. OU SEJA, OS ANCIÃOS, OU PRESBÍTEROS, SUPERVISIONAM COMO UM BISPO, O REBANHO DO SENHOR, PASTOREANDO AS IGREJAS DO SENHOR AQUI NA TERRA.

3. PRESBÍTERO. A PALAVRA PRESBÍTEROS APARECE 3 VEZES NAS EPÍSTOLAS DE PAULO (CF. 1ª TIMÓTEO 5.17,19 E TITO, 1.5,7). ESSA PALAVRA SIGNIFICA ALGUÉM VELHO. PRESBÍTEROS SÃO “OS MAIS VELHOS, MADUROS” DA COMUNIDADE. A PALAVRA PRESBÍTERO ESTÁ RELACIONADA COM A IDADE E DIGNIDADE DO OFÍCIO DESIGNADA NA IGREJA AO CANDIDATO ESCOLHIDO PELA IGREJA EM ASSEMBLEIA. É EXATAMENTE ISSO QUE ENCONTRAMOS NA IGREJA DO ANTIGO TESTAMENTO. WALLACE DIZ QUE “O ANCIÃO EM ISRAEL OBTINHA INICIALMENTE, SEM DÚVIDA, SUA AUTORIDADE E SEU STATUS, BEM COMO O SEU NOME, DA SUA IDADE E DA SUA EXPERIÊNCIA”.

SOBRE A ÊNFASE DADA A EXPERIÊNCIA, JOÃO CALVINO AFIRMA QUE “TENHAMOS EM MENTE, PORTANTO, QUE ESTA PALAVRA (PRESBÍTERO) SIGNIFICA O MESMO QUE MINISTRO, PASTOR OU PRESBÍTERO” . IMPORTANTE SALIENTAR, OU SEJA, ESCLARECER QUE PASSAGENS COMO 1ª TIMÓTEO 3.1-7 E TITO 1.5-7 SÃO ESSENCIAIS NAS QUALIFICAÇÕES DOS PRESBÍTEROS PARA A IGREJA EM NOSSOS DIAS, POIS A PLURALIDADE, OU SEJA, A DIVERSIDADE DE PRESBÍTEROS NAS IGREJAS SE BASEIA EM TEXTOS COMO ESSES.

DEVERES DOS PRESBÍTEROS OU MINISTROS
SEGUNDO A CONFISSÃO HELVÉTICA, ELABORADA EM 1562 POR HEINRICH BULLINGER, E ADOTADA PELAS IGREJAS REFORMADAS DA SUÍÇA, FRANÇA, ESCÓCIA, HUNGRIA E POLÔNIA, A RESPONSABILIDADE E DEVERES DO MINISTRO SÃO; “SÃO VÁRIOS OS DEVERES DOS MINISTROS, NO ENTANTO, EM GERAL SE RESTRINGEM A DOIS, NOS QUAIS TODOS OS OUTROS ESTÃO INCLUÍDOS: O ENSINO EVANGÉLICO DE CRISTO E A LEGÍTIMA ADMINISTRAÇÃO DOS SACRAMENTOS” (CP. XVIII).

QUANDO SE TRATA DE DEVERES, TEMOS QUE TER EM MENTE O CONCEITO DE QUE O PRESBÍTERO EXERCE A FUNÇÃO DE PASTOREAR, SUPERVISIONAR O REBANHO DO SENHOR.
O PRIMEIRO DEVER, EM RELAÇÃO AO OFÍCIO DE PRESBÍTERO É A PREGAÇÃO. EM 2ª TIMÓTEO 1.13 LEMOS O CONSELHO DE PAULO A TIMÓTEO; AS SÃS PALAVRAS CITADAS NO TEXTO SÃO PALAVRAS SAUDÁVEIS. O PADRÃO DAS SÃS PALAVRAS DEVAM SER MANTIDAS PARA O CRESCIMENTO DA IGREJA, EM RELAÇÃO AOS FALSOS ENSINOS HERÉTICOS, PROPAGADOS PELOS FALSOS MESTRES (CF. 2ª TIMÓTEO 2.17).
O SEGUNDO DEVER CONSISTE EM ENSINAR. O PRESBÍTERO DEVA SER APTO PARA ENSINAR AS ESCRITURAS (CF. 1ª TIMÓTEO 3.2; 4.11; 6.2; 5.17; 2ª TIMÓTEO 2.24; TITO 1.9). ESSA RESPONSABILIDADE DE ENSINAR É TANTO UM DEVER COMO UMA EXCLUSIVIDADE AO OFÍCIO DO PRESBÍTERO. QUANDO REFIRO-ME A EXCLUSIVIDADE, REFIRO-ME A PROIBIÇÃO DADA PELO O APÓSTOLO PAULO DE QUE ÀS MULHERES NÃO ERA PERMITIDO ENSINAR NA IGREJA, (CF. 1ªTIMÓTEO 2.11-15), POIS ERA UM OFICIO APENAS CONCEDIDO AOS PRESBÍTEROS DA IGREJA. O PRESBÍTERO DEVA SER, CONFORME AS PALAVRAS DE WILSON GEOFREY “CAPAZ DE ENCORAJAR OUTROS PELA SÃ DOUTRINA E DE REFUTAR OS QUE SE OPÕEM A ELA” . SER APTO PARA ENSINAR SIGNIFICA TAMBÉM ANDAR NO MEIO DO REBANHO, ATENTO ÀS SUAS NECESSIDADES, CONSOLANDO E ENCORAJANDO A TODOS PERANTE O EVANGELHO DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO.
O TERCEIRO DEVER CONSISTE EM DISCIPLINAR. QUANDO O APÓSTOLO PAULO ACONSELHOU TITO DIZENDO QUE ERA “PRECISO FAZÊ-LOS CALAR” (1.11), E “REPREENDÊ-LOS” (1.13), ELE TINHA EM MENTE A FUNÇÃO DA DISCIPLINA DOS PRESBÍTEROS. JOÃO CALVINO AO COMENTAR ESSA PASSAGEM DE TITO 1.11, LEVANTA A SEGUINTE QUESTÃO:
“COMO É POSSÍVEL QUE UM PRESBÍTERO CONSIGA COMPELIR PESSOAS OBSTINADAS E EMPEDERNIDAS A SE CALAREM? … MINHA RESPOSTA É QUE, QUANDO SÃO FUSTIGADAS PELA ESPADA DA PALAVRA DE DEUS, E CONFUNDIDAS PELO PODER DA VERDADE, A IGREJA PODE ORDENAR-LHES QUE SE CALEM; E, SE PERSISTIREM, PODEM PELOS MENOS SER EXCLUÍDAS DA COMUNHÃO DOS CRENTES, PARA QUE TODA E QUALQUER OPORTUNIDADE DE PREJUDICAR LHES SEJA BLOQUEADA. … POIS UMA PESSOA CONVENCIDA PELA PALAVRA DE DEUS, POR MAIS RUÍDO QUE FAÇA, NADA TEM A DIZER”
O QUARTO DEVER É ACONSELHAR. ESSA PALAVRA TAMBÉM PODE SER TRADUZIDA POR EXORTAR, ENCORAJAR. UM PRESBÍTERO DEVA SER ALGUÉM QUE EXORTE E ENCORAJE EM TOM DE CONSELHO.
O QUINTO DEVER CONSISTE EM ADMINISTRAR. EM ATOS DOS APÓSTOLOS (CF. 15.2,4,6,22,23; 16.4), VEMOS A NARRATIVA DE PRESBÍTEROS QUE DIRIGIAM COM OS APÓSTOLOS A IGREJA DE CRISTO AQUI NA TERRA. COMO TAMBÉM A RESPONSABILIDADE DE CUIDAR DO REBANHO DO SENHOR (CF. ATOS 20.28; MATEUS 2.6; LUCAS 17.7; JOÃO 21.16; 1ª CORÍNTIOS 9.7; 1ª PEDRO 5.2; APOCALIPSE 2.27; 7.17; 12.5; 19.5).
POR ÚLTIMO O PRESBÍTERO DEVA EXERCER A FUNÇÃO DE INTERCESSOR (CF. 1ª TIMÓTEO 2.1,2,8). COM ISSO, O PRESBÍTERO MANIFESTA A SEMELHANÇA DE JESUS CRISTO PERANTE O REBANHO DO SENHOR. AS PETIÇÕES E ORAÇÕES DEVAM SER VALORIZADAS E RESPEITADAS POR TODOS AQUELES QUE EXERCEM A FUNÇÃO DE PRESBÍTERO NA IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO AQUI NA TERRA.

AS QUALIFICAÇÕES DE UM PRESBÍTERO
AS DUAS LISTAS QUE DESCREVEM AS QUALIFICAÇÕES DE UM PRESBÍTERO, DEIXA-NOS CLAROS QUE O OFÍCIO NÃO É COMUM, OU SEJA, NEM TODOS SÃO CHAMADOS PARA SEREM PRESBÍTEROS. AS PASSAGENS SÃO 1ªTIMÓTEO 3 E TITO 1; AMBAS PASSAGENS NARRAM UM PROCEDIMENTO DE ALTO NÍVEL ESPIRITUAL. CALVINO QUANDO COMENTA A LIGAÇÃO DE AMBAS AS PASSAGENS EM RELAÇÃO AO TERMO PRESBÍTERO E BISPO, O MESMO DESCREVE “O SIGNIFICADO DE AMBOS OS TERMOS CONSISTE EM QUE O BISPO NÃO DEVE SER ESTIGMATIZADO POR NENHUMA INFÂMIA QUE LEVE SUA AUTORIDADE AO DESCRÉDITO. CERTAMENTE, QUE NÃO SE ENCONTRARÁ NENHUM HOMEM QUE SEJA LIVRE DE TODA E QUALQUER MANCHA; MAS, UMA COISA É SER CULPADO DE FALTAS COMUNS QUE NÃO FEREM A REPUTAÇÃO DE UM HOMEM, VISTO QUE OS HOMENS MAIS EXCELENTES PARTICIPAM DELAS; E OUTRA, COMPLETAMENTE DISTINTA, É TER UM NOME CARREGADO DE INFÂMIA E MANCHADO POR ALGUMA MANCHA ESCANDALOSA”

PERANTE A LISTA DE 1ª TIMÓTEO 3 E TITO 1, QUAIS AS QUALIFICAÇÕES QUE TORNAM O PRESBÍTERO IRREPREENSÍVEL?
1 SER ESPOSO DE UMA SÓ MULHER (SER FIEL A SUA ESPOSA)
2 TEMPERANTE ( UMA PESSOA QUE SE AUTO DOMINA)
3 SÓBRIO (ALGUÉM QUE REFREIA OS PRÓPRIOS DESEJOS E IMPULSOS)
4 MODESTO (COMPORTAMENTO RESPEITÁVEL, SABEDORIA, HUMILDADE, BONDADE, AMOR, COMPAIXÃO E JUSTIÇA)
5 HOSPITALEIRO (ALGUÉM AMANTE DOS ESTRANGEIROS. ALGUÉM DISPOSTO A AMAR AO PRÓXIMO)
6 APTO PARA ENSINAR (CAPACIDADE DE ENSINAR O REBANHO DO SENHOR)
7 NÃO DADO AO VINHO (SER SENSATO)
8 NÃO ARROGANTE (TEIMOSA, PRETENCIOSA)
9 INIMIGO DE CONTENDAS (INIMIGOS DE INTRIGAS NA IGREJA)
10 NÃO AVARENTO (ALGUÉM ENTUSIASMADO PELO O DINHEIRO)
11 GOVERNA BEM SUA PRÓPRIA CASA (SER LÍDER ESPIRITUAL EM SEU LAR)
12 NÃO NEÓFITO (NOVO CONVERTIDO)
13 BOM TESTEMUNHO DOS DE FORA (SER EXEMPLO)

CONCLUSÃO
CHEGAMOS À CONCLUSÃO DE QUE O OFÍCIO DE PRESBÍTERO É INTEIRAMENTE CONCEDIDO PELA GRAÇA DE DEUS AOS HOMENS, POIS O NÍVEL DE VIDA ESPIRITUAL EXIGIDO PELAS ESCRITURAS AO PRESBÍTERO ESCOLHIDO É IMENSAMENTE COMPROMETEDOR COM O SENHOR DAS ESCRITURAS. SOMOS CIENTES COM ISSO DE QUE A GRAÇA DE DEUS TAMBÉM É DERRAMADA NA IGREJA AO QUAL ESCOLHE DE FORMA SÁBIA E PRUDENTE OS SEUS REPRESENTANTES. POIS UMA IGREJA FORTE EM SUA LIDERANÇA COMEÇA COM HOMENS PIEDOSOS E COMPROMETIDOS EXCLUSIVAMENTE COM A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO.

PR. JOSÉ TIAGO XAVIER COSTA
SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE, PE.
SÁBADO, 20 DE DEZEMBRO DE 2014

Plena perfeição na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Sermão em Efésios de João Calvino

Por José Tiago Xavier Costa

Oitavo sermão
Neste último sermão, João Calvino, introduz que temos a plena perfeição de todo bem na pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo. E, ao comentar a passagem do texto da carta aos efésios, Calvino, delimita a seguinte expressão ‘ele foi posto acima de todo potestade, soberania, principado e poder’, direcionando aos anjos (p. 173). Calvino esclarece que ‘…sejamos conservados em nosso Senhor Jesus Cristo e descansemos inteiramente nele sem desviar-se para um caminho ou outro, sob o pretexto de que os anjos possuem dons excelentes e nobres’ (p. 174,175).
A seguinte expressão do texto nos diz ‘Jesus Cristo obteve um nome… que está acima de todos os nomes, tanto no céu quanto na terra’ (p.176). Aqui nesta passagem, somos cientes de que a nossa sabedoria é conhecer os benefícios que nos são trazidas pelo Filho de Deus. Portanto, percebemos segundo Calvino, a que objetivo o apóstolo Paulo visava (p. 177).
A outra expressão do texto é ‘… o mesmo não é apenas para este mundo, mas também para o outro’. Calvino considera essa expressão do texto se referindo ao conhecimento que temos da pessoa de Jesus Cristo, que nos será suficiente para a vida celestial (p.177). Essa suficiência, é segundo Calvino, uma forma de declaração de que ‘…nosso Senhor Jesus Cristo entregará o reino de Deus Pai, … E que Cristo está estabelecido em toda autoridade, sim, mesmo para o mundo vindouro’ (p. 177). Deus reina com o Seu Filho o seu reino celestial (cf. João 5.17; 1ª João 3.2; 1ª Coríntios 13.12). Acerca disso Calvino diz ‘Vede que a entrega do reino de Deus Pai por nosso Senhor Jesus Cristo objetiva que contemplemos a majestade e o ser daquele, os quais nos são ora incompreensíveis’ (p. 178).

O apóstolo Paulo nos diz, em primeiro lugar, que ‘… Deus colocou tudo debaixo de seus pés, e o tornou cabeça da igreja sobre todas as coisas’. Isso quer nos afirmar, conforme Calvino em seu sermão, que todas as criaturas estão postas debaixo dos pés dele, … [que] … Cristo foi ordenado Cabeça na igreja. …para promover seu intento de nos trazer … a Jesus Cristo’ (p. 179,181). Sobre o título de Cabeça na igreja, Calvino esclarece que ‘… não é simplesmente uma deferência de honra fugaz, mas serve para expressar o poder de nosso Senhor Jesus Cristo …’ (p. 182).
Em segundo lugar, diante da soberania declarada pela expressão ‘cabeça da igreja’ Calvino diz que ‘aprendemos … a nos permitir ser governado e controlados pela mão de nosso Senhor Jesus Cristo, para que por esse meio demonstremos ser autênticos membros do corpo dele’ (p. 183). Com isso afirmamos que Cristo é o nosso Cabeça, como também o nosso Pastor, tendo com isso autoridade sobre nós (cf. Colossenses 1.16-18). Cristo é o nosso Cabeça, pelo o fato de ter toda a plenitude (p. 184).

Calvino seleciona o seu argumento favorecendo a imagem da igreja como o corpo de Cristo. A nossa união com Cristo é evidenciada por essa doutrina, o ensino de que somos participantes do corpo de Cristo, unidos com Ele, para sempre (p. 186). Por isso que o texto nos diz que ‘… a igreja é a plenitude daquele que enche tudo’ (p. 186), onde Calvino interpreta como união de Cristo com os pecadores, quando afirma que ‘… por esta palavra plenitude ele quer dizer que nosso Senhor Jesus Cristo, e Deus mesmo, seu Pai, consideram-se imperfeitos se não formos juntados consigo’ (p. 186). Somos com isso grato a Deus, por uma união que temos com o nosso salvador, o Senhor Jesus Cristo. Pois Ele nos governa, e nos guia, fazendo tudo em todas as coisas (p. 190).

Sua oração conclusiva nos ensina sobre o reconhecimento dos nossos pecados e, conseqüentemente, uma busca sincera, e de coração, totalmente ao Senhor Jesus Cristo. Calvino ora da seguinte forma ‘… ele já nos chamou pelo o seu evangelho, que nos moldemos apropriadamente, … e nos assegurando deque tudo que pudemos imaginar para nos trazer ao reino do céu … nos basta possuir só a Jesus Cristo para a este recorrermos; …’ (p. 191).

A necessidade dos Cânones de Dort para quem si diz reformado.

Por José Tiago Xavier Costa

Cânones são decisões oficiais de concílios tomadas para estabelecer uma posição da igreja ou de um grupo de seus ramos, movimentos ou denominações, quanto a doutrinas específicas. (ANGLADA, p. 18). Paulo Anglada em seu livro Sola Scriptura, apresenta a inevitabilidade dos símbolos de fé, ‘Devido a natureza progressiva não sistemática da revelação bíblica e à característica sistemática peculiar da mente humana, os símbolos de fé são, portanto, inevitáveis’ (ANGLADA, p. 19).

Os Cânones de Dort são exposições doutrinárias que foram adotadas pelo Sínodo Reformado de Dort de 1618 e 1619. O Sínodo foi realizado em prol da perturbação realizada pelos seguidores de Jacob Armínio, professor de Teologia da Universidade de Leyden, quando os seus seguidores, conhecidos por Remonstrantes, desviaram da fé reformada. Ensinavam que a eleição se devia da condição da previsão da fé. Que a morte de Cristo seria para salvar toda a humanidade, dando assim, liberdade ao homem de escolher ou não este benefício para a salvação. A depravação do homem seria parcial, e a graça de Deus para a salvação poderia ser resistida pelo homem. A possibilidade de cair da graça seria atingível, desde que o homem teria condições de se levantar ou não do seu estado de pecado. O Sínodo de Dort esteve neste contexto de debate teológico, entre os remonstrantes, cuja a finalidade era erguer a fé reformada. Os Cânones de Dort foram decisões tomadas em respostas contra os Remonstrantes. Foram estabelecidos os Cincos Artigos, nesses Cânones o Sínodo fixou a doutrina da Reforma dos seguintes pontos, a saber, a eleição incondicional, ou seja, não haveria condições do homem prever, era uma escolha livre de Deus. A expiação definida, ou seja, Deus já havia escolhido, sequencialmente o benefício da morte de Cristo seria exclusivamente aos eleitos que de antemão foram escolhidos por Deus. A depravação total, era em resposta a impossibilidade do homem ter capacidade de deixar o pecado, pois o mesmo, estava em um estado de miséria e escravo ao pecado. A graça irresistível, era em resposta a soberania divina no ato da salvação. E a perseverança dos santos, concluiria a soberania de Deus em guardar este eleito em Suas promessas salvífica.

Os Cânones de Dort e a Perseverança dos Santos: Uma doutrina defendida numa forma segura e absoluta.

Por José Tiago Xavier Costa

Louis Berkhof, em sua teologia sistemática, deixa claro o tema que
proponho neste trabalho. Segundo ele, ‘somente nas igrejas calvinistas é que a doutrina é defendida numa forma que lhe dá segurança absoluta’ (p. 549). O que o autor nos diz quando cita igrejas calvinistas, são as herdeiras da reforma protestante. A igreja Presbiteriana do Brasil é uma instituição herdeira da reforma, é uma igreja confessionário, segue um padrão reformado, defende os seus símbolos de fé que são a confissão de fé de Westminster, e os catecismos menor e maior.

Tratar sobre os Cânones de Dort e a perseverança dos santos é prazeroso para qualquer teólogo reformado, porque em primeiro lugar, é uma doutrina bíblica. A perseverança dos santos é uma doutrina conclusiva, é uma doutrina que fundamentasse nos decretos de Deus. Negar, por exemplo, a existência da doutrina dos decretos de Deus, é preparar para si obstáculos na compreensão, ou assimilação com a doutrina da perseverança dos santos.
Portanto, este material, propõe apresentar os benefícios que os Cânones de Dort proporcionou metodologicamente, aos herdeiros da reforma, na catequização das doutrinas da reforma, e nesse caso especificamente, a doutrina da perseverança dos santos.

Em tratando da perseverança dos santos, o debate atual se o cristão pode ou não cair completamente do estado de graça e perder-se definitivamente, precisa ser respondido tendo como modelo histórico dos Cânones de Dort. Essa é a minha proposta, trazer uma resposta bíblica diante das indagações atuais sobre a certeza da salvação. Hoje em dia muitas perguntas e críticas são feitas sobre o comportamento do cristão. Será que uma disciplina eclesiástica poderia usurpar a salvação de um crente? Será que a salvação deste crente estaria nas mãos da igreja?

Como teólogos reformados, que somos, sabemos e confessamos que o cristão é salvo pela obra de Cristo, mais em alguns momentos, a própria comunidade expõe casos e dúvidas que apenas a crença na doutrina é insustentável. Há uma necessidade de atualizar as respostas doutrinárias que temos com as indagações modernas dos nossos dias. não estou afirmando que devemos procurar qualquer resposta satisfatória, mais os princípios que devam ser revitalizados e conservados em nossas igrejas. Por isso proponho a reeleitura dos Cânones de Dort como um modelo histórico eclesiástico para as crises doutrinárias, concernente ao debate sobre ‘se o cristão pode ou não cair completamente do estado de graça e perder-se definitivamente’.